terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Saida de entrudo


O dia parecia negro, encoberto, mas sem chuva, embora o vento de todo o quadrante sul contenha sempre surpresas relacionadas com chuva.

Mesmo assim, saí para fazer uns belos kms, sem antes telefonar ao amigo Xico. Devia estar nos seus belos cobertores a curtir o belo carnaval...

A direcção seguida foi para Cadaval com destino a Caldas da Rainha entre as múltiplas oportunidades que existem para uma volta aeróbica. Sim, esta seria uma volta aeróbica que seria "intelectualmente honesta"! Pena que a pilha do Ibike tivesse adormecido...Bem fiquei-me pelas sensações que me puseram em solitário. Durante bastante tempo nem uma vivalma apareceu. Bastou um ciclista que cruzou comigo. Até à Vermelha o tempo mantinha-se com vento do quadrante leste, embora fraco. Rumo a Caldas foi um "tiro" sempre sem alterações de ritmo ou esticanço...lol.

Após a rotunda de Caldas o pior e mais temido aconteceu. A chuva pairava nas muralhas de Obidos. Pena não ter podido capturar o momento. Parecia que o céu estava a tocar os montes e colinas em redor. Uma ténue nuvem branca aveludada caia sobre o horizonte e anunciava que a chuva vinha ai. Por sinal bem forte. Persistiu até ao Outeiro. Não parei. A agua inundava os sapatos. Tive de retirar os oculos que estavam embaciados. Rios de agua atravessavam a estrada que em alguns locais parecia um rio. Um dilúvio. O perigo da agua é que não se vê os buracos. As trajectórias eram calculadas de modo a passar pelo local onde houvesse menos agua. As luvas estavam encharcadas e o frio começava a fazer estragos. Mas o sentimento era de liberdade, de contemplação. Adoro condições extremas.

O limiar das três horas aproximava-se e conhecendo-me sabia que estavam perto as sensações de superação e combate da fadiga. São cerca de 15 a 30 minutos até que volto de novo a sentir-me melhor. Embora a agua seja inimiga dos ciclistas e dos músculos, parecia que voava em direcção a Torres Vedras na descida após o alto do Ameal. O vento tinha rodado para sul e a chuva essa era agora de choviscos que batiam na cara. Desafiando a carga da pilha do Ibike, quis ver as horas. Estavam completadas 4 horas em ritmo controlado por um único indicador. As sensações do organismo.

Belo banho quente e bela manhã de ciclismo. Não é preciso muito para quem gosta de andar de bicicleta. Basta uma bela paisagem...



Ver mapa maior

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Rescaldo Domingo 14FEV2010


Um dia de frio intenso que contrastou com a intensidade das primeiras pedaladas, após reencontro com o grupo que vinha de Mafra.
Estava previsto ser aeróbico, contudo até ao Bombarral foi de dificuldade media alta, acima do aeróbico. As batidas cardíacas nas subidas ultrapassaram a barreira das 160 BPM. Tive de socorre-me da pedaleira grande (52) que estava guardada lá mais para o final do mês.

O Rocha com o seu feitio do costume lá mandou umas bocas, pensando que era dia de festa:
-Ah querem festa...!!!
Mantive-me algumas vezes à frente do grupo sem esforçar demais, despesas que eram suportadas durante mais tempo pelo Manso. O João da Murgeira passou pela frente algumas vezes mas o rigor que se lhe impunha levou-o a resguardar-se.

Outro elemento que conheci durante as minhas voltas solitárias foi o Sérgio que nas subidas utilizava a rotação como recurso.

As dores das costas apareciam obrigando-me a colocar-me várias vezes sem as mãos no guiador que foi mal interpretado como alguma facilidade. Contudo traduzia-se em desconforto. Depois de Bombarral, após a passagem de nível, foi altura de mostrar a festa. O manso comandava, mas o ritmo baixou rapidamente quando a estrada empinou e continuei com a velocidade que trazia da quarta posição. Até ao alto do Paúl, sempre em 52 ainda deu para acelerar sentado e embalar o velocípede, e ser ultrapassado pelo João que parece que também estava a adorar a festa...

O vento soprou sempre de Leste, contudo após Atouguia da Baleia, na recta da Foz, o vento soprava de frente. Enrolei, melhor carreguei até ouvir o Manso que teimava querer render. Nem acatei a ganhei alguns 200 metros. Lourinhã seria motivo para virar-mos para Ribamar da Lourinhã, com a sua subida aser feita ao lado do João em ritmo que nunca ultrapassou as 150 BPM.

Na Silveira o grupo desmembrou-se, comigo a seguir a em direcção a Casalinhos com o Paletas. Resolvi continuar até Coutada. Bem o calvário estava para vir. Lembram-se do vento de Leste?
Pois bem, até Torres Vedras parecia que estava a fazer o Halp-de-Huez. Acho que houve momentos que a potencia subiu a 400Watts...tal era o vento de frente. O vento e o frio!

Para volta aeróbica, primeira centenária portei-me à altura da festa...acho eu...lol

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Petição Importante!

"Destinatário: Assembleia da República

Petição "Alteração do Código da Estrada reforçando direitos de ciclistas e peões"

Exmo. Senhor
Presidente da Assembleia da República,

Os abaixo signatários vêm, no exercício do DIREITO DE PETIÇÃO, expor e requerer o seguinte:

1.Portugal tem assistido, nos últimos anos, a um aumento significativo da utilização da bicicleta em actividades de lazer, mas também como modo de transporte quotidiano.

2.Assim, a bicicleta não pode ser encarada apenas como mero equipamento desportivo ou recreativo, mas antes como um normal modo de transporte que deve ser incentivado enquanto alternativa socialmente responsável às pequenas deslocações de automóvel, sobretudo numa altura em que urge reduzir a dependência da energia fóssil e a emissão de gases com efeitos de estufa.

3.Verifica-se, presentemente, em toda a União Europeia (UE), uma preocupação crescente em fomentar o uso da bicicleta tornando-se, assim, fundamental, o estabelecimento de regras adequadas como forma de redução dos potenciais riscos a que estão sujeitos os ciclistas.

4.Todavia, o Código da Estrada português, ao contrário das legislações congéneres de outros estados-membros da UE, não protege o ciclista, contendo até normas que encorajam comportamentos de risco por parte de outros utilizadores da via pública, designadamente os automobilistas.

5.Impõe-se, pois, a alteração dessas normas do Código da Estrada, como aliás foi reconhecido na última Legislatura por todos os partidos com assento na Assembleia da República, designadamente através da Resolução nº 80/2009, que recomenda ao Governo que proceda a alterações no Código da Estrada, reforçando os direitos de ciclistas e peões.

6.Tal desiderato corresponde, de resto, a uma necessidade de convergência legislativa apontada pela UE e recomendada pela Conferência Europeia dos Ministros de Transportes e pelo Comité Económico-Social Europeu.

7.Esta é, aliás, uma forma de cumprir a “Carta Europeia de Segurança Rodoviária”, que aponta para a tomada de medidas tendentes à redução do elevado número de vítimas da sinistralidade rodoviária, e o próprio preâmbulo do actual Código da Estrada que nota a necessidade de proteger os utilizadores mais vulneráveis.

8.Importará, consequentemente, que o Código da Estrada português possa convergir com as demais legislações congéneres de outros estados-membros da UE nas matérias relacionadas com a circulação de velocípedes, modificando o seu articulado no que respeita à segurança dos ciclistas.

Em face do acima exposto, os signatários desta petição vêm requerer à Assembleia da República, no âmbito das suas competências constitucionais, a tomada das iniciativas legislativas necessárias com vista à alteração do Código da Estrada (Decreto-Lei n.º 44/2005, de 23 de Fevereiro) por forma a aumentar a segurança rodoviária dos ciclistas e, consequentemente, de todos os utilizadores da via pública.

Os Peticionários "

In

PetiçãoOnline

Assina sff

domingo, 31 de janeiro de 2010

Os ratos e os patos


Bela manhã de ciclismo. Pena a chuva que a sul de Torres, parecia fazer-se sentir.
Pensei logo que os patos que nadam perto do complexo desportivo mafrense iriam saboreá-la pelo melhor. É que pato gosta de agua, e se for bravo melhor!

Quanto aos ratos, esses tiveram oportunidade de sair do esgoto. Encharcados, durante os primeiros momentos do dia viram o tão precioso sol que permitiu amena cavaqueira. Por causa dos caçadores de patos bravos, apanhei um furo, qual chumbada que doeu. Os sacanas dos patos atrapalham...
-Eh oh senhor caçador nós já não somos patos, somos ratos!!!!

Ironias à parte, o dia foi de passo moderado com algumas ligeiras inclinações. As minhas pernas estavam amassadas. A volta ao Gradil a solo do dia anterior (Sábado), estava a acusar falta de treino à chuva...mas pronto (ironia) -devo ser um rato e os ratos só atingem o seu apogeu lá para a primavera, enquanto os patos...os bravos já desapareceram nessa altura.-

O Xico resolveu experimentar o Rê Pê Mê, no Sábado. Entre peripécias dum estreante estava bem melhor do que no ultimo fim de semana. O problema foi o alto som que colocam dentro das salas de RPM...Mente sâ em corpo são!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Sabado e Domingo----A volta do trique trique----

Se o tempo permitir, Sábado e Domingo serão voltas para acumular Kms de qualidade e assim favorecer uma coisa chamada vascularização. Obviamente serve também para queimar as calorias acumuladas com o objectivo de passar o Inverno com mais tranquilidade...É que a barreira dos 80 já foi ultrapassada este ano.

Sugestão para Domingo:

Ver mapa maior

Quase 80 Kms à descoberta e em ritmo de trique trique...

Crónica Domingo 24JAN10 -A Caça-

O tempo amainou e permitiu que o fim de semana desse oportunidade a tirar o pó das bicicletas.


Assim, sábado foi dia de uma voltinha curta, que o Xico aproveitou. Só não saímos juntos, porque não vi a mensagem que me enviou no Sábado. Paciência...


Ouvi ao longe alguns tiros de caçadeira quando vim a varanda...




No Domingo de manhã o tempo ameaçou com um cinzento carregado. O Manso iria dar uma volta de alguns K's e o ponto de encontro seria o Carvalhal pelas 9:15. Tal não aconteceu, porque vieram mais rápido.

Após telefonemas, esperámos em Torres Vedras pelo Rocha que vinha em passo de apreciação, montado no seu novo brinquedo. Só faltava a escolta policial!!!

A navegação sob cerrado vento até ao Bombarral fez-se em ritmo aceitável para esta fase do ano. A vinda, essa foi a dois tempos. Os mais treinados a fazer valer o seu estado de forma actual, com ritmos demasiado acelerados, no meu entender e do Xico para esta altura do ano.
Mas havia que fazer o teste à máquina! Percebo e desculpo. Deu para ver que o novo brinquedo foi reactivo,...embora não entenda a desconformidade com antigos desabafos, precisamente fruto das mesmas atitudes de outros grupos.

"...talvez por isso, não me entusiasmo muito, para não apanhar desilusões..." Apoiado caro amigo, todos temos os nossos dias.

Além disso é um perigo andar a estes ritmos, sob piso molhado, para não falar do choque para o organismo. Diria mesmo em tom brincalhão que os caçadores andam por ai...Eu até cheguei a ouvir uns tiros, após ter acelerado no topo antes do Ameal (só parei porque ouvi mais tiros...cofh cofh e atingi o red).

Eu cá prefiro pato manso no prato e tenho medo de ser confundido com patos bravos!(sorrisos)



A postura irrepreensível mantém-se com as habituais esperas para os retardatários (Xico e Vasa)que nesta fase do filme andam a passo de caracol, respeitando o saber que já acumulámos. Um conselho para os nossos companheiros actuais:
-Acho que gastam na minha opinião demasiados cartuchos que seguramente irão faltar lá mais para o meio do ano.

Abraços

domingo, 17 de janeiro de 2010

Passeio

São vários os factores que condicionam as saídas domingueiras neste período do ano.

Hoje, felizmente fez bom tempo para uma volta de estrada até Sta Cruz. O mar revolto, enquadrava-se com os vestígios de destruição que o temporal semeou nesta região.

Já verificaram que não houve alerta nenhum...

Ps: O ananases nascem nas árvores?....

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Não podem ser só bicicletas

Para desanuviar da bicicleta, recuperei um velho hábito que tive e irei manter.

Sou um apaixonado pela natureza e de "quase" tudo que utiliza as suas forças, sem a prejudicar.

O vento, fenómeno natural resultante da variação de altas e baixas pressões, motivadas pela diferença de temperatura, é disso exemplo.

Daí a minha admiração por veleiros e planadores. O passo natural foi o radiomodelismo na versão aero (aeromodelismo)

Partilho uns vídeos para verem o que existe neste campo. As voltas de BTT e a zona Oeste reúnem as condições ideais e juntam os dois mundos. Em breve, mostrarei o meu Hangar!

Entretanto deliciem-se:



Bom ano de 2010


Após algumas semanas sem actividade neste blog (o que não quer dizer que não tenha outros...) vou iniciar o ano de 2010 presenteando os meus leitores, ( o relatório que recebo do blog diz que tenho visitantes e muitos, vá- lá saber quem são), com uma crónica não minha mas de um senhor que dizem, é corajoso...

Trata-se do Palhaço, crónica assinada por Mário Crespo no JN. Eis a transcrição

"O Palhaço

2009-12-14

O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.

O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.

Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.

O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.

E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.

Ou nós, ou o palhaço"


Existem por ai muitos palhaços, que tentam imitar, roubar, vitimizar, ocupando o espaço aos outros... dispersando,... mas os verdadeiros palhaços, são quem consentem tais atitudes!

Um óptimo ano de 2010. Vamos assistir, sorrir e sofrer com este circo que se transformou, ou transformaram Portugal. Jurei por este país que chamo Pátria e cada vez mais sinto-me expatriado!



terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O Manso não anda sossegado: Nasceu Gabriel


Depois de fazer sofrer o Manso, pela expectativa, resolveu anteceder as datas e prognósticos. A prenda de Natal do Manso veio mais cedo...

O Manso é novamente um pai baboso.

Agora vai hibernar da estrada porque precisa de acompanhar a família. Gosto particularmente do nome do rebento: Gabriel.
Desejos que seja um bom mensageiro que vos traga sempre boas novas.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Domingo tranquilo - 06/12/2009

Contrariamente às condições climáticas que seriam expectáveis, face aos alertas da protecção cívil, resolvi ir ao encontro de um bem composto pelotão de 17 homens que largou o Livramento em amena cavaqueira, em consonância com o andamento inicial.

Como tanta testosterona junta normalmente tem maus resultados eis que logo nos primeiros km's se fraccionam dois grupos. Um 1º onde se incluiam o Dario, André, Pina e um 4º elemento que timidamente se iam afastando na expectativa de reacções do grosso da coluna, para poderem dar asas ao seu andamento, e um pelotão que nunca se preocupou com quem ia, e que sempre limitou o andamento ao essencial para que ninguém arrefecesse ou no caso da súbida do Carvalhal para que ninguém descolasse.
Quando assim, é quem tem intenções "criminosas" fica desde logo descalço...
Na Aproximação a Torres apanhamos o Vasa e o Aldeano e os fugitivos que deliberadamente esperaram.
De Torres até ao Bombarral a única incidência foi um furo no mecânico da Motorreis. O passo permitiu uma série de variadas conversas e a tónica foi sempre pausada. Muita rotação nas pernas com os Km's a passarem sem que em momento algum alguém quebrasse a harmonia auto-imposta por todos os elementos.
Depois da pausa do café as coisas mudaram ligeiramente de forma. Os Pinas chegam-se à frente e apenas aceleram ligeiramente o passo. Cá atrás ninguém reage. Entretanto o Vasa pára por uma pequena varia mecânica. Ficamos uns 5 elementos e o resto seguiu lentamente.
Avaria reparada aproveitámos para acelerar um pouco para podermos recolar. O grupo do Paulo Pais que era o nosso estava mesmo ali à frente sempre naquele passo de quem não tem pressa. O dos Pinas alguns minutos depois também foi alcançado porque estes se aperceberam de que deveria ter acontecido algo e também limitaram o andamento.
Quando já estavamos reúnidos novo furo. Demoro-se algum tempo na reparação pelo que o andamento depois disto foi mais acelerado. Após a recolagem desta vez aproveitámos para manter o andamento que nunca foi de castigo, exceptuando talvez quem na frente sofria a acção contrária do vento.
Na chegada a Torres uma longa súbida e a única onse se esgrimiram alguns argumentos entre aqueles que assim o entenderam. A maioria seguiu no meu passo controlado ficando para trás o Paulo Pais e o Aldeano que foram os mais coerentes e que nunca aceleraram o coração, tal como tinham prometido, enquanto que à frente 4 elementos mais o irregular Vasa, que saiu como um canhão mas depois deixou-se descair, deixaram-se de paninhos quentes e foram à sua vida.

À entrada de Torres terminaram todas as hostilidades e até ao Livramento formaram-se 2 grupos. Todos os que se tinham destacado seguiram com excepção de mim e do João da Murgeira que demos boleia ao Sérgio, conterrâneo deste, e esperámos pelo Aldeano para virmos em direcção a Mafra.
O Dario e o André estavam com vontade de andar pelo que nos acompanharam num passo de contenção.

Próxima terça-feira repetição da jugada ou não...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Volta para Domingo - 29/11/2009


Por sugestão do Rocha vamos fazer nova deslocação para os lados da Lourinhã, só que desta vez alonga-se o percurso até Peniche que é para eu poder recuperar o treino perdido no fim-de-semana passado.

O Rocha está animado com a perspectiva do meu empeno pelo que necessito de rodas para seguir.
Quem alinha?
Saída às 08h30 no Gradil para poder chegar a casa antes do anoitecer...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Cannondale CAAD5

Oportunidade de negócio

Cannondale CAAD5 replica da Saeco, medida 54, com garfo integral em carbono da Time .
Trata-se do melhor quadro produzido pela Cannondale segundo o um ex mecânico da Porta da Ravessa.

Preço pelo quadro: 270 euros
Garfo: 100 euros

Outros extras: A combinar.


Envio mais fotos sob pedido


No "armazém" também existe um quadro Trek 2000 com garfo em carbono para venda igual à foto abaixo. Preço a combinar





Volta de Domingo e VO2 max

Durante a volta de domingo que foi de estrada, para quebrar a rotina do BTT, fui ao encontro do Rocha e do Pedro de Mafra. Fomos até à Lourinhã tentando não ultrapassar as 160 batidas mas subidas. Deu-se mais importância à rotação e falou-se mal do Manso...Só força, só força...Entre episódios (o Pedro acha que canyon é uma marca de sapatos, após termos alcançado um adepto numa canyon...), falou-se muito de treino.

Muitos adeptos do pedal saem para a estrada e vão dar uma voltinha, na esperança de conseguirem melhorar os resultados. Os que são favorecidos geneticamente conseguem elevar o seu patamar de condição física. Os outros, onde me encontro, necessitam de conceber um plano de treino anual para conseguirem aumentar as suas performances. Isso significa melhor treino, ao contrário do que habitualmente se constata, que é mais treino, muitas horas sem especificidade nenhuma.

Uma das características negativas do ciclismo luso, segundo um recente mestre em educação física, cuja tese de Mestrado de Treino de Alto Rendimento se baseou no estudo dos ciclistas profissionais portugueses, são os níveis do VO2max muito baixos comparados com a generalidade dos europeus.

O que isso por um lado quer dizer, é algo que eu já sabia dos tempos que treinava com o Joaquim Gomes. Dizia-me ele que se todos os ciclistas profissionais treinassem com tanta vontade como eu, teríamos melhor ciclismo. Palavras dele não minhas. Na altura não percebi, mas depois de ler a tese compreendi onde ele queria chegar.

O treino relacionado com a melhoria da utilização celular do oxigénio, (VO2max) é algo muito trabalhoso e duro! Requer muita intensidade, com um programa de treinos que irei partilhar, mais à frente, em períodos específicos dos macrociclos, baseado em pouca carga horária.

Para isso necessitamos de calcular o nosso VO2max. O melhor, obviamente seria fazê-lo em laboratório com todas as condições, mas existem alguns protocolos que através de formulas matemáticas permitem fazer uma aproximação muito boa. Um medidor de potencia ajuda, mas pode-se sempre calcular a potencia através de formulas matemáticas que existem na internet, que relacionam o peso com a inclinação da estrada, velocidade e desmultiplicação.

Por agora deixo-vos este link para verificarem algumas noções e também este do Tiago Aragão Cliquem em biblioteca.

Nos próximos artigos partilharei algumas tecnicas que se encontram na net.

Ps.: Ontem calculei o meu que se situa nos 63, 3%. Para 78 kilos nesta altura nada mau... Será com base neste valor que irei começar a minha época de 2010.

Potencia @ VO2max: 391 w
Peso corporal: 78 kg
VO2max: 63.3
Peso/Potencia = 5.0

Formula de Arnie's: VO2max = 12 (Potencia/peso) + 3.3

O protocolo baseou-se em "atacar" uma subida inclinada com duração de 5 minutos à máxima intensidade possível, durante 5 minutos de agrura, calculando depois a potencia média!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Volta para Domingo 22/11/2009

Apesar de eu não poder acompanhar o pessoal, a volta para domingo consiste numa deslocação até à Lourinhã/Peniche para ir "lamber" um café num local já visitado!
Mais pormenores com o Rocha que deve passar pelo Gradil lá pelas 09h00.
Boas pedaladas!