sábado, 24 de abril de 2010

Audazes


Nicolai Tesla
Um dos maiores inventores do século passado



Durante muitos e muitos anos, o Ser Humano, ou lá o que se entende por isso, tentou escrever a sua História...

Realçou quase sempre o papel dos vencedores. Normalmente, são quem escrevem a História. Os mesmos vencedores, também escreveram os Direitos do Homem. Eu oponho-me, não aos direitos, mas ao termo Homem para definir uma raça, uma espécie, a homosapiens. Bom, agora já existe uma nova categoria ou classificação.

Normalmente as classificações, são rótulos que podem ajudar a identificar, embora criem ainda mais confusão e segregação. No caso dos Direitos do Homem, seria mais correcto escrever Declaração Universal dos Direitos Humanos. E a história da humanidade, lá está, deveria ser História dos Humanos, ou da Humanidade (que normalmente -não gosto desta palavra: normal-mente-, é sempre recheada com muitas guerras e confrontos...que de humana pouco tem). Neste contexto, verifica-se que as mulheres pouco tiveram a dizer acerca da história dos Homens...ou será o oposto? Ou será que tantos por dizerem algo estejam certos, e apenas um, errado. Bem teria de mencionar novamente a história dos vencedores, para referir que os mesmos vencedores, já mataram tantas vezes o mensageiro...por trazer más noticias, lembram-se do carpinteiro, Jesus de Nazaré, filho de Maria?
Tudo depende da capacidade de pensar, sobre, ou mesmo sub, vários pontos de vista. (espero que percebam o sub, de descer, estar por debaixo, fora da caixa, próximo do desapego do ego, essa vil personagem).

Por isso, os pontos de vista são muito importantes. Melhor, os diferentes pontos de vista. Temos na História, homens e mulheres quase sempre apelidados de esquisitos, que foram colocados à margem da sociedade dominante, que trouxeram grandes invenções, grandes soluções!!!

A verdade é que os audazes que se mantiveram fieis às suas ideias, trouxeram algo de novo. Como sabem os camaleões (e eu tenho visto tantos em diferentes contextos) nada acrescentam à natureza. Se estiver amarelo, amarelo ficam. Os camaleões sobrevivem, é verdade. Mas não trazem colorido nenhum! E existem homens e mulheres que copiam os camaleões na tentativa de sobreviverem...eu compreendo, mas não aceito!

Noutro lado oposto estão os audazes, que apesar de ouvirem criticas, pessoas a dizerem mal, insinuações, etc, prosseguem o caminho, tal como na história do Burro, do Menino e do Velho. (ver a história aqui).

A conclusão é que criticas sempre ouviremos, basta termos uma simples ideia. Internamente cada um, ao pensar sente o seu ego, tecendo criticas internas...Se mesmo dentro existe divisão, como podem os humanos aceitarem o diferente, com medo dessa divisão, quando vem de fora?

É neste ponto que existem os homens e mulheres audazes que não temem o desconhecido. Que aprendem a investigar, a conhecer o desconhecido. Onde estão esses homens e mulheres que outrora partiam em caravelas???

A zona de conforto, tal como o camaleão possuiu, não nos leva a lado nenhum. Se não existissem audazes, os que ousam, hoje não teríamos electricidade, as cirurgias levariam irreversivelmente à morte, não existiriam sequer bicicletas, nem a roda!

Gostava de dizer que as reflexões que escrevo, são isso mesmo reflexões. Nem sempre tem destinatários...por isso tranquilizem-se!

Hoje o Xico foi exemplo de um audaz. Ouviu opiniões que o sensor do seu ciclometro não podia ser aberto...(37€). Afinal, manteve-se audaz, ousou abrir o aparelho e conseguiu a sua reparação. Os audazes percebem-se e aceitam-se. Não excluem nem segregam.

Agora sim uma boca:

-Não faças aos outros os que não gostem que te façam a ti!

Outra boca:
- A respeito do Oeste Pro Cycling: Quem foram os que no final do projecto convidaram vários ciclistas envolvidos e demais entusiastas e reuniram cerca de 250€ para entregar a uma instituição de solidariedade social?
-Querem a resposta? Apenas um ciclista profissional apareceu, o Pula, também ele audaz! Fomos agraciados com uma carta de me orgulho de guardar. A instituição, pois bem foi a APECI.

O mundo é assim, somos odiados por uns e amados por outros, mas como ciclista aprendi esta máxima:
-Os cães ladram e a caravana passa!

Abraços e desculpas a todos que possivelmente ofendi com a verdade!

Lagoa de Obidos





O Oeste como sabem tem inúmeros recursos, que vale a pena destacar neste blog, afim de divulgar, não vá alguém se esquecer.

Um deles, é obviamente a natureza e ruralidade. Dai ficar contente quando ouço falar da construção de mais vias cicláveis, as chamadas ecovias. Em Torres Vedras, onde vivo não poderei classificar de ecovias, ao que se tentou fazer visto que nelas circulam frequentemente veículos motorizados. Por isso, fui até Obidos visitar a ecovia que circunda o Lagoa.

Infelizmente não posso dar nota máxima, pois grande parte da via inaugurada em 05-06-2007, está em péssimas condições, com ervas mais altas que um homem, ao lado do rio Arnóia. Sr Presidente, ou responsável do pelouro, por favor, tomem providências.

Em oposição, as vias que circundam a Lagoa de Óbidos, são magnificas, muito bem construídas, com barreiras ao "abuso" motorizado que se nota por exemplo em Torres Vedras. É deslumbrante, o piso, a paisagem, a segurança transmitida ao circular nesta via. Outro ponto positivo foi o cuidado com que em algumas zonas se evitou barreiras à circulação da fauna. Noutros lugares nem tanto, um ponto que merece atenção. Vale a pena e recomendo. Os animais agradecem! As placas sinalizadoras também informam sobre a fauna existente o que enriquece a visita.

Também é possível aceder à ecovia por Caldas da Rainha. Link
Não é tão deslumbrante como o trajecto sul, mas vale a pena. Pena o demasiado betão que retira o sentido eco da via...

As fotos, bem esqueci-me...mea culpa. As que encontrei na internet não fazem justiça. Por isso recomendo que vão lá fotografar...sff.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Interregono !




Podia começar esta crónica de muitas formas...
"Podia dizer umas bocas, para fazer pensar, apontar atitudes menos positivas que se vêm e ouvem por ai. Muitos tentam passar-se por bonzinhos, quais lobinhos, à espera do próximo carneiro para devorarem.
Podia dizer na cara, como já fiz, e obter desculpas, ou até ameaças.
Como alguns seres humanos são patéticos. Como a maldade desses tenta afastar outros e conduzi-los também para a sua cegueira."

Excerto de Memórias

A tentativa de silenciar é comum na camorra, essas famílias mafiosas, (onde é que eu ouvi dizer que o ciclismo é uma grande família?), onde o código do silêncio impera. A mentira, o engano dos mais desprotegidos, vitimas dos que tentam encontrar refúgio, na frustração de tentarem com avançada idade provarem algo...é a sua arma de arremesso. Tenho pena dessas vitimas. E o Ciclismo já fez tantas...

-"se tu andares com fulano, eu já não vou contigo"---dizia o Luizinho para o Huguinho, quando andavam na escolinha. Que infantilidade! Qualquer professor bem formado reprovaria tal atitude nos seus alunos...

O desporto é bonito, mas não quando à base de mentira e engano. Devia ser um local de humanismo, mas por vezes transforma-se em arena de intrigas, de declarações de guerra, enfim, de batalhas sem nexo. Infelizmente, assumem-se saídas domingueiras não como saudoso convívio, como já tive oportunidade de testemunhar e participar, mas como provas, ou corridas clandestinas, onde se tenta medir, enfim o quê?

É próprio do ser humano julgar, mas julga-se mal!

O ciclismo vai de vela, diria um amigo meu. Eu digo já está sem vela, sem chama, vai afundar-se com esta fornada. Os ratos vão mesmo ser apanhados pelos gatos.

Alguns gostam de excluir outros porque acham que não encaixam no modelo do:
"-aceita lá a pastilha" Danem-se! Isso não é desporto, é tráfico! Já disse em mantenho. O doping é bem mais perigoso e abrangente no desporto amador do que na esfera profissional. Se até o Dr. já tomou uma qualquer coisinha para fazer o turno da noita, ou para passar naquele exame...O que é que estamos a criar?

Escravos! Dependentes! Pessoas com pouca autoestima, com pouco respeito próprio. E quem não se respeita a sim mesmo, dificilmente poderá respeitar o seu semelhante! Quem beneficia com isto tudo? Os que tomam ou que tiram dividendos do trabalho alheio? Tomar drogas para ter melhor rendimento, é talvez a etapa seguinte de um processo que passa por tirar cada vez mais direitos a quem se esforça por via do trabalho sério! O pior é que também fora do espectro desportivo tal sintoma alastra, nos ambientes laborais...quem beneficia?

Porque existem pessoas que gostam de ver, tornar, e contribuir para a infelicidade dos outros?

Medite-se nisto. Os que conseguirem, claro.

Ps.: É óbvio que quem semeia ventos colhe tempestades, ou melhor quem contribui para a exclusão será ele mesmo excluído. Por isso aqui fica a mensagem aos visados:
-Não façam mal e esperem que lhes aconteça bem!
-A caneta é mais forte do que os punhos!

E não não vou calar-me, não vou deixar o meu estilo, nem tão pouco vai haver interregno! Bateram à porta errada!

Para os seguidores do blog desculpem a conversa surda, mas sei que vai ter ao d estinat ário (os).

domingo, 21 de março de 2010

Rotas do Burro Campelos

Hoje foi dia de fazer horas...de burro. Resolvi aparecer no evento de BTT em Campelos. Boa organização, com pessoas muito simpáticas. Percurso excelente. Mais uma vez instalou-se a natural empatia entre os membros da BICIGAL ADVENTURE TEAM que hoje me valeram e muito.

De manhã rumei à Bicigal com a minha TREK. O tempo parecia estar convidativa para uma volta de estrada. Contudo, estava mais virado para o contacto com natureza. Verifiquei que era dia de evento especial. ROTAS do BURRO. Nome sonante e convidativo. Resolvi dirigir-me aos Campelos de BTT.



Curiosa coincidência do destino, quando cruzei com velhos amigos. Lá estava o Macedo com o seu sorriso. Ex-instrutor das Patrulhas de Longo Raio de Alcance. Convidou-me a fazer com eles no futuro umas "Cotas" nos próximos dias. Talvez até seja giro voltar a colocar a mochila de 120 litros às costas, calçar as botinhas, retirar os mapas e bússola do pó para quebrar a routina.

Lá prossegui até Campelos. Cruzei com alguns elementos e voltei para trás. Infelizmente, no BTT, existem avarias, ainda para mais quando o terreno está cheio de lama. A corrente bateu nos raios da roda de trás e arrancou a mudança traseira do drop out. Pensei o pior...Qual anjos protectores, vinham os meus companheiros das saídas noturnas. Um deu-me o drop out, outro os elos de ligação e outro o descravador de correntes. Que sorte! O Nuno Calado tratou do resto. Ufff!!!

Tratei de acelerar, e ao fim de algum tempo em solitário, e fruto de não ter parado em nenhum abastecimento alcancei-os. Grande surpresa e grande empeno meu ao ponto de na ultima dificuldade do dia, simplesmente faltarem-me as forças para continuar e cair literalmente para o lado. Risota de todos, comigo a apreciar a ervinha fofinha.

Bela camaradagem. Bela manhã de ciclismo! Boa rota muito bem elaborada e marcada. Parabéns Campelos! Obrigado pessoal!

A Ingratidão



Ingratidão é uma forma de fraqueza. Jamais conheci homem de valor que fosse ingrato

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Saida de entrudo


O dia parecia negro, encoberto, mas sem chuva, embora o vento de todo o quadrante sul contenha sempre surpresas relacionadas com chuva.

Mesmo assim, saí para fazer uns belos kms, sem antes telefonar ao amigo Xico. Devia estar nos seus belos cobertores a curtir o belo carnaval...

A direcção seguida foi para Cadaval com destino a Caldas da Rainha entre as múltiplas oportunidades que existem para uma volta aeróbica. Sim, esta seria uma volta aeróbica que seria "intelectualmente honesta"! Pena que a pilha do Ibike tivesse adormecido...Bem fiquei-me pelas sensações que me puseram em solitário. Durante bastante tempo nem uma vivalma apareceu. Bastou um ciclista que cruzou comigo. Até à Vermelha o tempo mantinha-se com vento do quadrante leste, embora fraco. Rumo a Caldas foi um "tiro" sempre sem alterações de ritmo ou esticanço...lol.

Após a rotunda de Caldas o pior e mais temido aconteceu. A chuva pairava nas muralhas de Obidos. Pena não ter podido capturar o momento. Parecia que o céu estava a tocar os montes e colinas em redor. Uma ténue nuvem branca aveludada caia sobre o horizonte e anunciava que a chuva vinha ai. Por sinal bem forte. Persistiu até ao Outeiro. Não parei. A agua inundava os sapatos. Tive de retirar os oculos que estavam embaciados. Rios de agua atravessavam a estrada que em alguns locais parecia um rio. Um dilúvio. O perigo da agua é que não se vê os buracos. As trajectórias eram calculadas de modo a passar pelo local onde houvesse menos agua. As luvas estavam encharcadas e o frio começava a fazer estragos. Mas o sentimento era de liberdade, de contemplação. Adoro condições extremas.

O limiar das três horas aproximava-se e conhecendo-me sabia que estavam perto as sensações de superação e combate da fadiga. São cerca de 15 a 30 minutos até que volto de novo a sentir-me melhor. Embora a agua seja inimiga dos ciclistas e dos músculos, parecia que voava em direcção a Torres Vedras na descida após o alto do Ameal. O vento tinha rodado para sul e a chuva essa era agora de choviscos que batiam na cara. Desafiando a carga da pilha do Ibike, quis ver as horas. Estavam completadas 4 horas em ritmo controlado por um único indicador. As sensações do organismo.

Belo banho quente e bela manhã de ciclismo. Não é preciso muito para quem gosta de andar de bicicleta. Basta uma bela paisagem...



Ver mapa maior

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Rescaldo Domingo 14FEV2010


Um dia de frio intenso que contrastou com a intensidade das primeiras pedaladas, após reencontro com o grupo que vinha de Mafra.
Estava previsto ser aeróbico, contudo até ao Bombarral foi de dificuldade media alta, acima do aeróbico. As batidas cardíacas nas subidas ultrapassaram a barreira das 160 BPM. Tive de socorre-me da pedaleira grande (52) que estava guardada lá mais para o final do mês.

O Rocha com o seu feitio do costume lá mandou umas bocas, pensando que era dia de festa:
-Ah querem festa...!!!
Mantive-me algumas vezes à frente do grupo sem esforçar demais, despesas que eram suportadas durante mais tempo pelo Manso. O João da Murgeira passou pela frente algumas vezes mas o rigor que se lhe impunha levou-o a resguardar-se.

Outro elemento que conheci durante as minhas voltas solitárias foi o Sérgio que nas subidas utilizava a rotação como recurso.

As dores das costas apareciam obrigando-me a colocar-me várias vezes sem as mãos no guiador que foi mal interpretado como alguma facilidade. Contudo traduzia-se em desconforto. Depois de Bombarral, após a passagem de nível, foi altura de mostrar a festa. O manso comandava, mas o ritmo baixou rapidamente quando a estrada empinou e continuei com a velocidade que trazia da quarta posição. Até ao alto do Paúl, sempre em 52 ainda deu para acelerar sentado e embalar o velocípede, e ser ultrapassado pelo João que parece que também estava a adorar a festa...

O vento soprou sempre de Leste, contudo após Atouguia da Baleia, na recta da Foz, o vento soprava de frente. Enrolei, melhor carreguei até ouvir o Manso que teimava querer render. Nem acatei a ganhei alguns 200 metros. Lourinhã seria motivo para virar-mos para Ribamar da Lourinhã, com a sua subida aser feita ao lado do João em ritmo que nunca ultrapassou as 150 BPM.

Na Silveira o grupo desmembrou-se, comigo a seguir a em direcção a Casalinhos com o Paletas. Resolvi continuar até Coutada. Bem o calvário estava para vir. Lembram-se do vento de Leste?
Pois bem, até Torres Vedras parecia que estava a fazer o Halp-de-Huez. Acho que houve momentos que a potencia subiu a 400Watts...tal era o vento de frente. O vento e o frio!

Para volta aeróbica, primeira centenária portei-me à altura da festa...acho eu...lol

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Petição Importante!

"Destinatário: Assembleia da República

Petição "Alteração do Código da Estrada reforçando direitos de ciclistas e peões"

Exmo. Senhor
Presidente da Assembleia da República,

Os abaixo signatários vêm, no exercício do DIREITO DE PETIÇÃO, expor e requerer o seguinte:

1.Portugal tem assistido, nos últimos anos, a um aumento significativo da utilização da bicicleta em actividades de lazer, mas também como modo de transporte quotidiano.

2.Assim, a bicicleta não pode ser encarada apenas como mero equipamento desportivo ou recreativo, mas antes como um normal modo de transporte que deve ser incentivado enquanto alternativa socialmente responsável às pequenas deslocações de automóvel, sobretudo numa altura em que urge reduzir a dependência da energia fóssil e a emissão de gases com efeitos de estufa.

3.Verifica-se, presentemente, em toda a União Europeia (UE), uma preocupação crescente em fomentar o uso da bicicleta tornando-se, assim, fundamental, o estabelecimento de regras adequadas como forma de redução dos potenciais riscos a que estão sujeitos os ciclistas.

4.Todavia, o Código da Estrada português, ao contrário das legislações congéneres de outros estados-membros da UE, não protege o ciclista, contendo até normas que encorajam comportamentos de risco por parte de outros utilizadores da via pública, designadamente os automobilistas.

5.Impõe-se, pois, a alteração dessas normas do Código da Estrada, como aliás foi reconhecido na última Legislatura por todos os partidos com assento na Assembleia da República, designadamente através da Resolução nº 80/2009, que recomenda ao Governo que proceda a alterações no Código da Estrada, reforçando os direitos de ciclistas e peões.

6.Tal desiderato corresponde, de resto, a uma necessidade de convergência legislativa apontada pela UE e recomendada pela Conferência Europeia dos Ministros de Transportes e pelo Comité Económico-Social Europeu.

7.Esta é, aliás, uma forma de cumprir a “Carta Europeia de Segurança Rodoviária”, que aponta para a tomada de medidas tendentes à redução do elevado número de vítimas da sinistralidade rodoviária, e o próprio preâmbulo do actual Código da Estrada que nota a necessidade de proteger os utilizadores mais vulneráveis.

8.Importará, consequentemente, que o Código da Estrada português possa convergir com as demais legislações congéneres de outros estados-membros da UE nas matérias relacionadas com a circulação de velocípedes, modificando o seu articulado no que respeita à segurança dos ciclistas.

Em face do acima exposto, os signatários desta petição vêm requerer à Assembleia da República, no âmbito das suas competências constitucionais, a tomada das iniciativas legislativas necessárias com vista à alteração do Código da Estrada (Decreto-Lei n.º 44/2005, de 23 de Fevereiro) por forma a aumentar a segurança rodoviária dos ciclistas e, consequentemente, de todos os utilizadores da via pública.

Os Peticionários "

In

PetiçãoOnline

Assina sff

domingo, 31 de janeiro de 2010

Os ratos e os patos


Bela manhã de ciclismo. Pena a chuva que a sul de Torres, parecia fazer-se sentir.
Pensei logo que os patos que nadam perto do complexo desportivo mafrense iriam saboreá-la pelo melhor. É que pato gosta de agua, e se for bravo melhor!

Quanto aos ratos, esses tiveram oportunidade de sair do esgoto. Encharcados, durante os primeiros momentos do dia viram o tão precioso sol que permitiu amena cavaqueira. Por causa dos caçadores de patos bravos, apanhei um furo, qual chumbada que doeu. Os sacanas dos patos atrapalham...
-Eh oh senhor caçador nós já não somos patos, somos ratos!!!!

Ironias à parte, o dia foi de passo moderado com algumas ligeiras inclinações. As minhas pernas estavam amassadas. A volta ao Gradil a solo do dia anterior (Sábado), estava a acusar falta de treino à chuva...mas pronto (ironia) -devo ser um rato e os ratos só atingem o seu apogeu lá para a primavera, enquanto os patos...os bravos já desapareceram nessa altura.-

O Xico resolveu experimentar o Rê Pê Mê, no Sábado. Entre peripécias dum estreante estava bem melhor do que no ultimo fim de semana. O problema foi o alto som que colocam dentro das salas de RPM...Mente sâ em corpo são!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Sabado e Domingo----A volta do trique trique----

Se o tempo permitir, Sábado e Domingo serão voltas para acumular Kms de qualidade e assim favorecer uma coisa chamada vascularização. Obviamente serve também para queimar as calorias acumuladas com o objectivo de passar o Inverno com mais tranquilidade...É que a barreira dos 80 já foi ultrapassada este ano.

Sugestão para Domingo:

Ver mapa maior

Quase 80 Kms à descoberta e em ritmo de trique trique...

Crónica Domingo 24JAN10 -A Caça-

O tempo amainou e permitiu que o fim de semana desse oportunidade a tirar o pó das bicicletas.


Assim, sábado foi dia de uma voltinha curta, que o Xico aproveitou. Só não saímos juntos, porque não vi a mensagem que me enviou no Sábado. Paciência...


Ouvi ao longe alguns tiros de caçadeira quando vim a varanda...




No Domingo de manhã o tempo ameaçou com um cinzento carregado. O Manso iria dar uma volta de alguns K's e o ponto de encontro seria o Carvalhal pelas 9:15. Tal não aconteceu, porque vieram mais rápido.

Após telefonemas, esperámos em Torres Vedras pelo Rocha que vinha em passo de apreciação, montado no seu novo brinquedo. Só faltava a escolta policial!!!

A navegação sob cerrado vento até ao Bombarral fez-se em ritmo aceitável para esta fase do ano. A vinda, essa foi a dois tempos. Os mais treinados a fazer valer o seu estado de forma actual, com ritmos demasiado acelerados, no meu entender e do Xico para esta altura do ano.
Mas havia que fazer o teste à máquina! Percebo e desculpo. Deu para ver que o novo brinquedo foi reactivo,...embora não entenda a desconformidade com antigos desabafos, precisamente fruto das mesmas atitudes de outros grupos.

"...talvez por isso, não me entusiasmo muito, para não apanhar desilusões..." Apoiado caro amigo, todos temos os nossos dias.

Além disso é um perigo andar a estes ritmos, sob piso molhado, para não falar do choque para o organismo. Diria mesmo em tom brincalhão que os caçadores andam por ai...Eu até cheguei a ouvir uns tiros, após ter acelerado no topo antes do Ameal (só parei porque ouvi mais tiros...cofh cofh e atingi o red).

Eu cá prefiro pato manso no prato e tenho medo de ser confundido com patos bravos!(sorrisos)



A postura irrepreensível mantém-se com as habituais esperas para os retardatários (Xico e Vasa)que nesta fase do filme andam a passo de caracol, respeitando o saber que já acumulámos. Um conselho para os nossos companheiros actuais:
-Acho que gastam na minha opinião demasiados cartuchos que seguramente irão faltar lá mais para o meio do ano.

Abraços

domingo, 17 de janeiro de 2010

Passeio

São vários os factores que condicionam as saídas domingueiras neste período do ano.

Hoje, felizmente fez bom tempo para uma volta de estrada até Sta Cruz. O mar revolto, enquadrava-se com os vestígios de destruição que o temporal semeou nesta região.

Já verificaram que não houve alerta nenhum...

Ps: O ananases nascem nas árvores?....

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Não podem ser só bicicletas

Para desanuviar da bicicleta, recuperei um velho hábito que tive e irei manter.

Sou um apaixonado pela natureza e de "quase" tudo que utiliza as suas forças, sem a prejudicar.

O vento, fenómeno natural resultante da variação de altas e baixas pressões, motivadas pela diferença de temperatura, é disso exemplo.

Daí a minha admiração por veleiros e planadores. O passo natural foi o radiomodelismo na versão aero (aeromodelismo)

Partilho uns vídeos para verem o que existe neste campo. As voltas de BTT e a zona Oeste reúnem as condições ideais e juntam os dois mundos. Em breve, mostrarei o meu Hangar!

Entretanto deliciem-se:



Bom ano de 2010


Após algumas semanas sem actividade neste blog (o que não quer dizer que não tenha outros...) vou iniciar o ano de 2010 presenteando os meus leitores, ( o relatório que recebo do blog diz que tenho visitantes e muitos, vá- lá saber quem são), com uma crónica não minha mas de um senhor que dizem, é corajoso...

Trata-se do Palhaço, crónica assinada por Mário Crespo no JN. Eis a transcrição

"O Palhaço

2009-12-14

O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.

O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.

Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.

O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.

E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.

Ou nós, ou o palhaço"


Existem por ai muitos palhaços, que tentam imitar, roubar, vitimizar, ocupando o espaço aos outros... dispersando,... mas os verdadeiros palhaços, são quem consentem tais atitudes!

Um óptimo ano de 2010. Vamos assistir, sorrir e sofrer com este circo que se transformou, ou transformaram Portugal. Jurei por este país que chamo Pátria e cada vez mais sinto-me expatriado!